3 de junho de 2012

Apadrinha com o CORAÇÃO



Agora podes ajudar a melhorar as condições de vida das crianças da Guiné-Bissau, apadrinhando em duas modalidades:

Com 20€ (mensais) o apadrinhamento à distância de uma das crianças órfãs da Associação Casa Emanuel;

ou

Com 40€ (por parto) o apadrinhamento do nascimento de uma criança na maternidade do Hospital Comunitário Emanuel.

Ajuda-nos a fazer bater este coração!!



26 de maio de 2012

Padrinhos Sem Fronteiras


No seguimento do apadrinhamento à distância no qual temos vindo a trabalhar desde 2009 nasceu hoje um  novo projecto, os Padrinhos Sem Fronteiras.

É tão bom poder trabalhar para mudar a vida de algumas crianças e mães guineenses.

Esta iniciativa destina-se a melhorar a qualidade de vida da população da Guiné-Bissau através do apadrinhamento de um parto ou de uma criança.

Com a Guiné-Bissau a registar uma taxa de mortalidade infantil de 16% em crianças com menos de 5 anos, 1 em cada 18 mães a morrer durante a gravidez ou durante o parto e 44% de partos realizados com baixos níveis de assistência, é essencial agir para contrariar estes números e esta preocupante realidade.

Ao juntar-se à iniciativa “Padrinhos Sem Fronteiras” pode apadrinhar um parto, garantindo que uma mãe e o seu bebé tenham todos os cuidados e meios indispensáveis para um parto seguro. Pode ajudar a diminuir a mortalidade das mães e a mortalidade infantil contribuíndo com um donativo de apenas 40€.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida e desenvolvimento de algumas crianças órfãs guineenses, pode apadrinhar uma criança contribuindo com um donativo mensal de 20€.

Este apoio mensal permite a assistência alimentar, educativa e sanitária, imprescindíveis para o crescimento saudável de uma criança.

Os padrinhos sem fronteiras por sua vez recebem regularmente informação sobre o parto (data e hora do parto, peso do bebé e uma fotografia da mãe e do bebé) ou informação sobre a evolução escolar e o desenvolvimento da criança (acompanhada por fotografias).

Adoro e acredito tanto neste projecto que para mim é um privilégio poder trabalhar nele.

Para apadrinhar envie um mail para: apadrinhamentos@coracaosemfronteiras.org


12 de maio de 2012

Sinal de Deus

Alunos da Escola Comunitária da Casa Emanuel

Uma criança na Guiné-Bissau não tem o mesmo valor de um adulto. Tem menos. Ocupando uma posição socialmente menos válida, dá-se menos atenção às suas necessidades e direitos. Mas, ainda há algo pior do que ser criança: ser criança órfã.

Os direitos das crianças são uma batalha relativamente recente, mesmo no mundo dito desenvolvido. Portanto, não é difícil concluir que a discussão das necessidades e fragilidades dos mais pequenos ainda não chegou à Guiné-Bissau. Aliás, basta um primeiro olhar para perceber que a criança não tem grandes defesas.

A hierarquia social e cultural coloca os mais velhos no topo da pirâmide e os mais novos em último lugar, o que se revela em actos tão básicos como comer. Às refeições, os anciãos comem primeiro do que as crianças, os homens primeiro do que as mulheres. As crianças e as mulheres comem os restos, se os houver.

A Associação Orfanato Casa Emanuel é a única organização presente na Guiné-Bissau que acolhe miúdos com problemas. Como o Gabriel, que ficou com os bracinhos pelo meio e as pernas muito frágeis porque "a mãe estava a tomar algum remédio durante a gravidez e, depois, quando ele nasceu, tentou matá-lo por asfixia", conta Eugenia Guardia, uma das missionárias do orfanato.


Gabriel

Na Guiné-Bissau, é frequente atribuir-se a deficiência ao castigo de um irã (divindade do animismo). Muitas vezes, a família questiona mesmo se o recém-nascido será um ser humano e, para tirar a prova dos nove, submete a criança a provas de força, como permanecer ao relento no meio do mato, para que o irã decida o que fazer com ela.

A partir do centro de Bissau ainda têm que ser percorridos cerca de oito quilómetros até chegar ao bairro onde se instalaram os missionários evangelistas da Costa Rica e do Brasil que fundaram a Associação Orfanato Casa Emanuel em 1995.

É em Hafia, no meio de uma frondosa vegetação, que surge o grande portão vermelho que proporciona às crianças abandonadas a entrada num mundo com um pouco mais de dignidade e de amor.

Esta é já a terceira casa do orfanato, as duas anteriores eram demasiado pequenas e foram assaltadas. Desta vez, a mudança fez-se para um terreno próprio, com 16 mil metros quadrados e que conta já com uma escola e um mini hospital.

Vista aérea da Associação Orfanato Casa Emanuel


O "sinal de Deus"

Há dezassete anos, uma equipa de quatro missionários chegava a Bissau para ajudar os guineenses de alguma maneira. Começaram com um dispensário médico, até porque tinham formação em saúde. Nem passou um ano e aperceberam-se de que as crianças eram a população mais afectada, mais abandonada e mais em risco de vida. Decidiram recebê-las.

A primeira a encontrar um lar na Casa Emanuel foi Mariama, que tinha sete meses e pesava apenas dois quilos. Era filha de uma mãe cega, que não conseguia tratar dela. Quando a directora da associação a encontrou em Gabú (Leste do país), a menina tinha sarna e mordeduras de rato, já lhe faltava um pedaço de orelha e estava subnutrida.

"Sentimos um sinal de Deus para ficarmos com a criança", explica Eugenia Guardia, acrescentando que foi apenas o início de um "ministério". Mariama, hoje com dezassete anos, é uma veterana. “Começaram a chegar mais crianças e tivemos que abrir a porta, apesar de não estarmos preparados”, reconhece.

Eu e a Catarina com a Mariama

Eu e a Mariama

Os meninos que se encontram na Casa Emanuel são, na maioria dos casos, órfãos de mãe. Perante a morte da mãe, o pai "ou deixa morrer a criança ou procura quem fique com ela". A instituição, que já estabeleceu uma parceria com a Procuradoria de Menores para receber órfãos, tem direito legal sobre as crianças que recebe e já conseguiu negociar com o Estado guineense uma crucial isenção de impostos.

Sendo todos cristãos e partilhando uma mesma doutrina, os missionários que vivem na Casa Emanuel não pertencem à mesma igreja, fazendo da organização um espaço "interconfessional". Os "irmãos" que vivem noutros países "mandam dinheiro" para ajudar o orfanato. As despesas da associação rondam 5000€ por mês, os donativos asseguram cerca de metade. "O resto vem miraculosamente", brinca Eugenia Guardia.

Na Casa Emanuel, o futuro constrói-se "a pouco e pouco" e, desde o conflito político-militar de 1998-99, com mais dificuldades mas sempre com amor e esperança.

4 de maio de 2012

*Cumba*



















 
Este post é para ti Cumba!
Porque ontem falei contigo e fiquei com uma saudade imensa.
Porque o tempo passou e percebi que continuas uma menina linda, doce e meiga.
Porque tornaste os meus dias na Guiné muito mais coloridos por estares sempre por perto e com esse sorriso delicioso.
Porque marcaste a minha vida e quero que o saibas.
E porque uma das razões que me vai fazer voltar aí é o poder abraçar-te.
Até breve princesa!

1 de maio de 2012

Love Guincho






Adoro o Guincho.
Adoro sentir a areia molhada nos meus pés e o vento.
O vento do Guincho é diferente.
A praia parece querer sempre falar, dizer alguma coisa.
Tenho esta praia como um dos sítios onde gosto de ir e de estar.
Simplesmente estar, sem ser preciso grandes aventuras, planos ou coisas para fazer.
O Guincho é inspirador.

Gorongosa, um tesouro em Moçambique







Hoje apaixonei-me por este projecto que é simplesmente maravilhoso.

O Parque Nacional de Gorongosa é um verdadeiro tesouro em Moçambique que proporciona também diversos benefícios ambientais, educacionais, estéticos, recreativos e económicos a toda a humanidade.  

Para além da reabilitação do Parque, que representa uma das grandes oportunidades de conservação no mundo de hoje os responsáveis por este projecto estão também a trabalhar para melhorar a vida das populações nas terras que o circundam, criando emprego no Parque, fundando escolas e postos de saúde e formando agricultores locais em agricultura sustentável.

Africa's Lost Eden é um documentário realizado pela National Geographic e está enquadrado numa acção que visa captar visitantes para o parque, de forma a tornar o projecto sustentável e ajudar as populações que vivem na região.

"Precisamos de 75 mil turistas por ano para custear programas e gestão do parque e criar postos de trabalho para as pessoas que vivem na região", diz Greg Carr, fundador do projecto.

Actualmente, o número de visitantes não ultrapassa os cinco mil por ano. A realização do documentário levou mais de um ano de filmagens. Incidiu sobre o trabalho de restauração do parque e a forma como se cuida e preserva as espécies, muitas delas dizimadas durante a guerra civil.

Greg Carr, o filantropo norte-americano que está a liderar a recuperação do parque, pretende que em 10 anos, as receitas vindas do ecoturismo sejam suficientes para o parque se sustentar a si mesmo.

A reabilitação do Parque Nacional da Gorongosa, que já foi considerada a maior reserva natural de África, representa actualmente um dos maiores desafios de conservação da fauna e flora, em todo o mundo.


29 de abril de 2012

Carta à vida


Cruzei-me com este texto numa livraria do Chiado e deliciei-me com a simplicidade das palavras. É lindo e por isso quero partilhar.


"Leva-me contigo vida.
Vamos fugir deste mapa cinzento e só regressar quando as cores da nossa vida se
tocarem numa trincha larga e infinita que nos ligue eternamente.
Quero apaixonar-me por ti e que vivas em mim.
Quero ser a infinidade contigo e caminhar com a simplicidade de uma mão dada.
No caminho que ambos pintarmos seremos artistas das quatro estações, nos quatro
cantos do mundo.
Leva-me contigo para um lugar qualquer, longe ou perto, onde exista um espelho mágico
tão grande, que não tenha alternativa senão olhar-me nele, autodescobrir-me para além daquilo que os olhos se apercebem e finalmente encontrar-me comigo e com o amor.
Pode ser aqui, ali ou acolá.
Para Norte, Sul, Este ou Oeste.
Para o calor do deserto ou para o gelo do Ártico, para uma praia encantada de água
azul cristalina ou para o interior de um castelo no cimo de uma montanha.
Leva-me para esse sítio encantado, onde me possa libertar dos condicionamentos do
tempo e das suas ilusões e aprenda a desligar a mente e a viver no único momento que é real, o presente.
Convida-me a olhar em volta sem interpretar nem julgar.
A ver as luzes, as formas, as cores, as texturas e a sentir a presença silenciosa de
cada objecto.
Não quero continuar a olhar sem ver, a ouvir sem escutar.
Por isso leva-me nos teus sentidos e distrai os meus para que não saiba para onde
vou, não veja o destino na sala de embarque, não ouça o ruído da partida, nem me aperceba se me levas pelo ar, pelo mar, pela terra, ou, simplesmente, por magia.
Surpreende-me.
Acredito em ti como nunca acreditei e reconheço em mim uma máscara enferrujada que
preciso deitar fora e um muro intransponível que preciso derrubar.
Ainda não sei o que é essa liberdade mas conto contigo para me levares lá.
Não me digas que não podemos ir e emite-me esse bilhete.
Peço-te.
Sei que esperaste por mim todos estes anos, mas só agora estou pronto para derrotar
os meus medos e entregar-me a ti.
Quero despojar-me do meu passado e renascer.
Leva-me vida e eu levo comigo apenas o necessário para os primeiros passos, pois sei
que me providenciarás de tudo o que necessito.
Ouvirei o rufar triunfante da minha respiração e o palpitar do meu instinto.
Verei a sedução condutora da Natureza e através do seu manto de luz guiar-me-ei pelas
estrelas, ventos e marés, até dar de caras comigo num lugar qualquer onde o tempo não existe e as pessoas possam sorrir, simplesmente, por saberem que possuem o bem mais valioso de todos... TU.
E eu quero sentir esse sabor.
Leva-me contigo pois só assim poderei renascer dentro do meu próprio coração e ter
alma de pássaro."

(G.S)

28 de abril de 2012

Hope


Tudo na Guiné-Bissau parece estar mais calmo.
Hoje a esperança volta a surgir e a fé de que o futuro vai ser diferente, vai ser melhor.

22 de abril de 2012

Na cozinha com a Djenabo


Hoje acordei com saudades das cores, dos cheiros e dos sabores da Guiné-Bissau.
E como é das coisas mais simples que tiro os maiores prazeres e das quais nunca me esqueço, acreditem que dava tudo para ter no meu pequeno-almoço o pão do orfanato e o leite em pó que todos os dias tomava no comedor (casa que vêm na fotografia) ao som dos imensos e exóticos barulhos dos pássaros e de outros animais.
Todos os dias por volta das 7h da manhã, para fugir do calor intenso, era aqui que começava o meu dia e que ia buscar energias para enfrentar tudo o que viria pela frente.
Ao mesmo tempo e no refeitório ao lado, chegavam as primeiras crianças que alegremente agradeciam e abençoavam a cantar a sua primeira refeição do dia.
Para mim que adoro madrugar este foi sempre o ritual que mais prazer me deu.
A esta hora as vozes dos mais pequeninos eram música para os meus ouvidos.
Mas do que eu gostava mesmo, e não é conversa de quem está longe e nostálgica, era do arroz com feijão que a Djenabo (na foto) cozinhava todos os dias sem excepção.
Para além da simpatia, generosidade e do sorriso constante, a Djenabo tinha o dom de cozinhar coisas simples mas saborosas e que ao contrário do que era de esperar, me fizeram voltar da Guiné com alguns quilos a mais.
A juntar a tudo isto, e como o filho da Djenabo tinha um negócio de frutas, por vezes era presenteada com as mais doces e maravilhosas mangas que alguma vez imaginei que pudesse vir a experimentar.

21 de abril de 2012

Mãos amigas em tempo de crise






É bom sentir e saber que os amigos do orfanato Casa Emanuel ajudaram mais uma vez neste momento de crise.
Apesar de isolados, nos próximos dias não vão faltar água, leite, combustível, sumos, arroz e frango.
Tão bom!

"Pese a los días de incertidumbre y confusión que se han vivido en Guinea Bissau a raíz del golpe de Estado acaecido el pasado 12 de abril, Dios nos ha ayudado a salir avante con esta gran familia de 150 niños y niñas aquí en Casa Emanuel.
Sin la posibilidad de acceder a la ayuda monetaria de personas y organizaciones amigas en el exterior, debido al cierre de los bancos nacionales y de las empresas de transferencias de dinero, estábamos viviendo el día a día con las provisiones justas para cubrir las necesidades básicas (alimentación, energía y agua).
Hoy, después de una publicación que hiciera el señor Antonio Aly, en su blog Ditadura do Consensu, hemos tenido la gran alegría de recibir en nuestra casa los donativos de amigos que se han solidarizado con esta obra. La señora Filomena, dueña de una empresa de bebidas, fue la primera en visitarnos para proveernos de jugos instantáneos.
El combustible, sin el cual no podríamos hacer funcionar la bomba para obtener el agua del pozo, nos fue donado por el empresario Mike Nancassa y por otra institución que nos ha acompañado a lo largo de varios años, la Cooperación Portuguesa.
Luego han venido los alimentos (arroz, pollo, leche, cebolla, papas, y mucho más), pañales desechables para los bebés y productos de limpieza así como dinero en efectivo, esta vez de la mano del Grupo de Amigos de Buena Voluntad. Dos millones de francos cefas fue el valor total de la donación (especies 1500 fcfc y efectivo 500 mil fcfc)..
Sobra decir la gran tranquilidad que esto nos da pues durante un tiempo más podremos brindar a nuestros niños y niñas la seguridad que ellos merecen recibir.
Agradecemos sinceramente a todas estas personas por su sensibilidad ante la necesidad de los demás y damos gracias a Dios, a quien llamamos Emanuel, porque sin duda alguna Él está con nosotros."