12 de dezembro de 2012

O Natal de lá



E, o Natal lá, vai ser assim, colorido, com sorrisos, abraços, e alguns brinquedos.
Isto, graças aos voluntários e missionários que por lá andam a dedicar parte das suas vidas.
Quem me dera lá voltar.

29 de novembro de 2012

Padrinhos Sem Fronteiras



A equipa da ONGD Coração Sem Fronteiras trabalha todos os dias para que estas crianças possam ter uma vida muito mais colorida e um futuro mais risonho e recheado de amor e de esperança.

Connosco, pode ajudar a melhorar as condições de vida das crianças da Guiné-Bissau, apadrinhando em duas modalidades:

- Com 20€ (mensais) o apadrinhamento à distância de uma das crianças órfãs da Associação Casa Emanuel;

- Com 40€ (por parto) o apadrinhamento do nascimento de uma criança na maternidade do Hospital Comunitário Emanuel.

O apadrinhamento à distância e o apadrinhamento de um nascimento são formas de possibilitar o acesso destas meninas e meninos à escola, a uma alimentação mais cuidada e aos cuidados básicos de saúde.

Mas apadrinhar é também criar laços e transmitir afectos mesmo que à distância de uma carta ou fotografia.

Por isso, quem ainda não sentiu a experiência de ser um Padrinho Sem Fronteiras apelamos para que arrisque nesta fantástica e gratificante "aventura".

A todos os que o fizeram agradecemos do fundo do coração e desafiamos que nos escrevam a contar a vossa experiência para que possa servir de inspiração a todos nós.

Obrigada,

Equipa do "Coração Sem Fronteiras"
apadrinhamentos@coracaosemfronteiras.org

19 de novembro de 2012

Afilhados: ter ou não ter?





Esforçamo-nos constantemente para que meninas como a Ana e a Atu, (nas fotografias) tenham uma vida muito mais colorida e possam ter um futuro mais risonho e recheado de amor e de esperança.

Para que possam brincar alegremente sem terem que trabalhar dia e noite na rua para ajudar as suas famílias, possam ir à escola e ter uma refeição que as alimente, possam sonhar com fadas e princesas e com um Mundo mais cor-de-rosa.

Queremos deixá-las serem crianças.

16 de outubro de 2012

Como voltar a Bissau?...

 

 

 Adorava poder voltar à Guiné-Bissau ainda este ano.
Quem sabe para passar o Natal com os muitos amigos que por lá fiz e que por lá deixei há três anos atrás.
Vontade não me falta, mas a verdade é que a viagem de avião Lisboa/Bissau na TAP é um pouco cara.
 
Mas nada é impossível e por isso estou a estudar uma outra alternativa para lá chegar como por exemplo fazer a viagem via Lisboa/Madrid/Dakar/Bissau usando diversos meios de transporte como o avião, o barco e o sept-place.
 
"O sept-place é provavelmente o mais confortável, rápido e seguro meio de transporte público para viajar pela África Ocidental.
 
Na sua essência são carrinhas Peugeot 504 ou 505, fabricadas na Nigéria ou importadas em segunda mão da Europa. São também conhecidas por cinq-cent-quatre, Peugeot Taxi ou brake.
 
Apesar de construídas para transportar o condutor mais sete passageiros (daí 7 place), em alguns países este limite não é observado (por exemplo na Mauritânia e Mali) sendo transportados nove passageiros, mudando também o nome para 9 place. Segundo o Lonely Planet, na Guiné (Conakry) chegam mesmo a ser transportados 12 passageiros.
 
Pelos padrões de segurança rodoviária europeus estes veículos seriam, no mínimo, considerados muito perigosos. Para África, é provavelmente o melhor que há!"
 
Uma aventura um pouco arriscada mas que se por um lado me assusta um pouco, por outro, não me deixa de agradar.



27 de julho de 2012

Os 1ºs 20 partos apadrinhados


É com grande alegria e satisfação que vejo o projecto do apadrinhamento de nascimentos na maternidade do Centro Médico da Casa Emanuel ganhar "pernas" para andar.
Hoje iniciamos esta missão com o apadrinhamento do nascimento de 20 bebés.
Esta ajuda é preciosa, numa terra onde as mães não têm possibilidades de terem um parto digno com as mínimas condições de saúde e higiene.
Desta forma, e com a ajuda dos 1ºs padrinhos, os seus partos terão todas as condições e os bebés poderão nascer em segurança.
Para mim este é um projecto lindo e de grande significado já que durante o tempo em que vivi na Guiné o que mais me impressionou foi a falta de condições de saúde e a morte prematura de tantas jovens mães e recém-nascidos.
Uma forma simples de fazer a diferença apenas com 40€!

1 de julho de 2012

Da intenção à acção


Têm sido várias as pessoas que me contactam com o propósito de apadrinharem uma das crianças órfãs da Guiné, o que me deixa com o coração cheio.
No entanto, e em conversa com a Laureen, uma das voluntárias da Costa Rica que está neste momento a viver no orfanato Casa Emanuel em Bissau e que tem feito um excelente trabalho no terreno e me ajudado muito nesta minha missão, chegamos à conclusão que muitas das pessoas depois do primeiro contacto não chegam efectivamente a concretizar o apadrinhamento.
Tenho sentido que por vezes têm receio que os donativos não cheguem aos destinatários e quando chegam não sabem se realmente são bem utilizados e canalizados para quem mais precisa.
Por isso a mensagem que deixo aqui hoje é de garantia de que o nosso trabalho é completamente transparente e que todas as ajudas são muito mas mesmo muito bem aproveitadas.
O trabalho que os missionários e voluntários fazem todos os dias no orfanato é fantástico e todos eles, assim como nós (ONG Coração Sem Fronteiras) estamos nesta causa de alma e coração.
Por isso, apadrinhem e mudem uma vida!!
Escrevam para apadrinhamentos@coracaosemfronteiras.org

3 de junho de 2012

Apadrinha com o CORAÇÃO



Agora podes ajudar a melhorar as condições de vida das crianças da Guiné-Bissau, apadrinhando em duas modalidades:

Com 20€ (mensais) o apadrinhamento à distância de uma das crianças órfãs da Associação Casa Emanuel;

ou

Com 40€ (por parto) o apadrinhamento do nascimento de uma criança na maternidade do Hospital Comunitário Emanuel.

Ajuda-nos a fazer bater este coração!!



26 de maio de 2012

Padrinhos Sem Fronteiras


No seguimento do apadrinhamento à distância no qual temos vindo a trabalhar desde 2009 nasceu hoje um  novo projecto, os Padrinhos Sem Fronteiras.

É tão bom poder trabalhar para mudar a vida de algumas crianças e mães guineenses.

Esta iniciativa destina-se a melhorar a qualidade de vida da população da Guiné-Bissau através do apadrinhamento de um parto ou de uma criança.

Com a Guiné-Bissau a registar uma taxa de mortalidade infantil de 16% em crianças com menos de 5 anos, 1 em cada 18 mães a morrer durante a gravidez ou durante o parto e 44% de partos realizados com baixos níveis de assistência, é essencial agir para contrariar estes números e esta preocupante realidade.

Ao juntar-se à iniciativa “Padrinhos Sem Fronteiras” pode apadrinhar um parto, garantindo que uma mãe e o seu bebé tenham todos os cuidados e meios indispensáveis para um parto seguro. Pode ajudar a diminuir a mortalidade das mães e a mortalidade infantil contribuíndo com um donativo de apenas 40€.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida e desenvolvimento de algumas crianças órfãs guineenses, pode apadrinhar uma criança contribuindo com um donativo mensal de 20€.

Este apoio mensal permite a assistência alimentar, educativa e sanitária, imprescindíveis para o crescimento saudável de uma criança.

Os padrinhos sem fronteiras por sua vez recebem regularmente informação sobre o parto (data e hora do parto, peso do bebé e uma fotografia da mãe e do bebé) ou informação sobre a evolução escolar e o desenvolvimento da criança (acompanhada por fotografias).

Adoro e acredito tanto neste projecto que para mim é um privilégio poder trabalhar nele.

Para apadrinhar envie um mail para: apadrinhamentos@coracaosemfronteiras.org


12 de maio de 2012

Sinal de Deus

Alunos da Escola Comunitária da Casa Emanuel

Uma criança na Guiné-Bissau não tem o mesmo valor de um adulto. Tem menos. Ocupando uma posição socialmente menos válida, dá-se menos atenção às suas necessidades e direitos. Mas, ainda há algo pior do que ser criança: ser criança órfã.

Os direitos das crianças são uma batalha relativamente recente, mesmo no mundo dito desenvolvido. Portanto, não é difícil concluir que a discussão das necessidades e fragilidades dos mais pequenos ainda não chegou à Guiné-Bissau. Aliás, basta um primeiro olhar para perceber que a criança não tem grandes defesas.

A hierarquia social e cultural coloca os mais velhos no topo da pirâmide e os mais novos em último lugar, o que se revela em actos tão básicos como comer. Às refeições, os anciãos comem primeiro do que as crianças, os homens primeiro do que as mulheres. As crianças e as mulheres comem os restos, se os houver.

A Associação Orfanato Casa Emanuel é a única organização presente na Guiné-Bissau que acolhe miúdos com problemas. Como o Gabriel, que ficou com os bracinhos pelo meio e as pernas muito frágeis porque "a mãe estava a tomar algum remédio durante a gravidez e, depois, quando ele nasceu, tentou matá-lo por asfixia", conta Eugenia Guardia, uma das missionárias do orfanato.


Gabriel

Na Guiné-Bissau, é frequente atribuir-se a deficiência ao castigo de um irã (divindade do animismo). Muitas vezes, a família questiona mesmo se o recém-nascido será um ser humano e, para tirar a prova dos nove, submete a criança a provas de força, como permanecer ao relento no meio do mato, para que o irã decida o que fazer com ela.

A partir do centro de Bissau ainda têm que ser percorridos cerca de oito quilómetros até chegar ao bairro onde se instalaram os missionários evangelistas da Costa Rica e do Brasil que fundaram a Associação Orfanato Casa Emanuel em 1995.

É em Hafia, no meio de uma frondosa vegetação, que surge o grande portão vermelho que proporciona às crianças abandonadas a entrada num mundo com um pouco mais de dignidade e de amor.

Esta é já a terceira casa do orfanato, as duas anteriores eram demasiado pequenas e foram assaltadas. Desta vez, a mudança fez-se para um terreno próprio, com 16 mil metros quadrados e que conta já com uma escola e um mini hospital.

Vista aérea da Associação Orfanato Casa Emanuel


O "sinal de Deus"

Há dezassete anos, uma equipa de quatro missionários chegava a Bissau para ajudar os guineenses de alguma maneira. Começaram com um dispensário médico, até porque tinham formação em saúde. Nem passou um ano e aperceberam-se de que as crianças eram a população mais afectada, mais abandonada e mais em risco de vida. Decidiram recebê-las.

A primeira a encontrar um lar na Casa Emanuel foi Mariama, que tinha sete meses e pesava apenas dois quilos. Era filha de uma mãe cega, que não conseguia tratar dela. Quando a directora da associação a encontrou em Gabú (Leste do país), a menina tinha sarna e mordeduras de rato, já lhe faltava um pedaço de orelha e estava subnutrida.

"Sentimos um sinal de Deus para ficarmos com a criança", explica Eugenia Guardia, acrescentando que foi apenas o início de um "ministério". Mariama, hoje com dezassete anos, é uma veterana. “Começaram a chegar mais crianças e tivemos que abrir a porta, apesar de não estarmos preparados”, reconhece.

Eu e a Catarina com a Mariama

Eu e a Mariama

Os meninos que se encontram na Casa Emanuel são, na maioria dos casos, órfãos de mãe. Perante a morte da mãe, o pai "ou deixa morrer a criança ou procura quem fique com ela". A instituição, que já estabeleceu uma parceria com a Procuradoria de Menores para receber órfãos, tem direito legal sobre as crianças que recebe e já conseguiu negociar com o Estado guineense uma crucial isenção de impostos.

Sendo todos cristãos e partilhando uma mesma doutrina, os missionários que vivem na Casa Emanuel não pertencem à mesma igreja, fazendo da organização um espaço "interconfessional". Os "irmãos" que vivem noutros países "mandam dinheiro" para ajudar o orfanato. As despesas da associação rondam 5000€ por mês, os donativos asseguram cerca de metade. "O resto vem miraculosamente", brinca Eugenia Guardia.

Na Casa Emanuel, o futuro constrói-se "a pouco e pouco" e, desde o conflito político-militar de 1998-99, com mais dificuldades mas sempre com amor e esperança.

4 de maio de 2012

*Cumba*



















 
Este post é para ti Cumba!
Porque ontem falei contigo e fiquei com uma saudade imensa.
Porque o tempo passou e percebi que continuas uma menina linda, doce e meiga.
Porque tornaste os meus dias na Guiné muito mais coloridos por estares sempre por perto e com esse sorriso delicioso.
Porque marcaste a minha vida e quero que o saibas.
E porque uma das razões que me vai fazer voltar aí é o poder abraçar-te.
Até breve princesa!